sexta-feira, 4 de junho de 2010

Margareth Roberts no capitulo 17 do seu livro Town Planning Techniques aborda a questão da importância da percepção no planejamento urbano e chama a atenção para os trabalhos que estão sendo desenvolvidos, como também a importância dos outros sentidos, que não só a visão e a audição. Assim. Ruído, cheiro e vibração também jogam um papel importante na percepção do meio ambiente do espaço urbano. Cabe lembrar que a mídia tem veiculado ultimamente pesquisas sobre a visão do ser humano onde, em principio, existe uma possível independência na percepção de imagens captadas por cada olho(mesmo imagens diferentes) e a possibilidade de que, através do olhar, termos um outro sentido de espaço, que não somente a dimensão visual,o que leva a crer(segundo as pesquisas) que a prótese de olhos artificiais dificultaria mesmo a capacidade perceptual das pessoas. Entretanto, são estudos que ainda estão em andamento.
Kenneth Frampton (1985), no seu antigo sobre regionalismo crítico, para a revista A&E, coloca a necessidade de se pensar numa arquitetura que se preocupe com o lugar antes de pensar o espaço. Concordamos inteiramente com o autor, tendo em vista que essa é a falha que tem demonstrado a maioria dos projetos de intervenção nos espaços públicos, notadamente nas cidades pequenas, onde de um modo geral as informações recebidas são segunda mão. Isto é, iniciativas para a melhoria da qualidade de vida urbana estão entregue às autoridades municipais, as quais lançam mão do profissional mais disponível politicamente ou financeiramente (e quase sempre desatualizado), excluindo um trabalho mais cuidadoso. É impossível pensar em intervenções, sem que ao mesmo tempo não esteja envolvida uma consulta á comunidade como primeiro passo.
As cidades de pequeno e médio porte são as vítimas mais constantes dessas “boas intenções” e em Minas Gerais, inúmeras cidades tiveram suas praças principais agredidas por tais intervenções, onde o objetivo principal era tão somente modernizar-se, na tentativa de pertencer ao futuro, mesmo que para isto, ou principalmente, tivesse que destruir o seu passado.

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